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Acusado de estupro de vulnerável, dentista diz que paciente estava alucinando

Ele tentou convencê-la de que o remédio usado por ele para sedá-la causava alucinações

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Acusado de estupro de vulnerável, dentista diz que paciente estava alucinando
Henrique Tonelli Foto: Reprodução das redes sociais

Acusado de estupro de vulnerável, dentista diz que paciente estava alucinando

O que era para ser a extração do dente do siso virou um pesadelo para a cabeleireira Virgínia do Nascimento Cruz, de 41 anos, moradora de Franco da Rocha, que durante o procedimento cirúrgico para a retirada do dente teria sido vítima de estupro de vulnerável pelo dentista Henrique Tonelli, de 31 anos, em seu consultório no centro de Jundiaí.

Segundo entrevista dada por Virgínia ao programa policial “Alô Você”, da emissora SBT, ela disse ter ido ao local acompanhada do filho, de 10 anos, e de seu ex-companheiro, e que o profissional não teria deixado o pai do filho dela acompanhar o procedimento cirúrgico.

“Eu senti e vi, com os meus olhos semi-cerrados (pelo efeito da sedação), o toque dele no meu seio… ‘meu Deus! Está acontecendo, eu não estou alucinando’”, disse a vítima, que afirmou que, quando estava recobrando a consciência, sentia que Henrique passava papel na região dos seios, como se estivesse limpando algo.

“Sabe quando você está tendo um pesadelo, que você sabe que tem que acordar logo? Eu consegui abrir os olhos e olhei nos olhos dele e disse ‘o que você está fazendo comigo? Por que você está fazendo isso comigo?’”, afirmou Virgínia, que disse que a reação do acusado ao notar que ela estava consciente foi de se fazer de “desentendido” no começo e que, após ela o questionar novamente, ele teria dito que ela estava tendo alucinações.

“Ele chegou a subir as escadas (de dentro do consultório) e falar que se eu quisesse ele devolveria o meu dinheiro e eu respondi ‘cala a boca, eu quero o meu filho e o pai dele’”, relatou a mulher, que ainda sob o efeito da sedação saiu do local cambaleando e se batendo em objetos.

Após encontrar o pai de seu filho na recepção, disse a ele o que havia ocorrido, e ele chamou a Polícia. Aos PMs, Henrique negou as acusações, mas os policiais notaram que a calça dele tinha manchas brancas.

Virgínia foi encaminhada ao hospital e notou, ao utilizar o banheiro, que estava com sangramento na região genital. Exames feitos pela equipe da perícia nas roupas da vítima apontaram a presença de sêmen nas vestimentas dela.

O dentista foi conduzido à Central de Flagrantes. A prisão preventiva foi decretada para evitar que o profissional continue atendendo enquanto o inquérito é conduzido.

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Redação 23 de Agosto de 2025