Carro atolado, iluminação precária, ruas esburacadas, um lugar chamado Guacuri
O fato de um veículo Fiat Fiorino ter ficado atolado, na noite desta sexta-feira (13), na esquina da Rua Xavantes com a Potiguar, duas vias não pavimentadas no Guacuri, trouxe a discussão em grupos de WhatsApp do bairro e o questionamento sobre a atual situação do Guacuri, levantando a possibilidade de manifestações públicas para dar luz ao “esquecimento” que os moradores alegam que o bairro sofre.
Motivos não faltam para que os moradores questionem as últimas administrações de Itupeva em relação ao bairro. Recorrentes quedas de energia, vias não pavimentadas, esburacadas e enlamaçadas, falta de sistema de vazão de água na maior parte das ruas, ausência de pontos de ônibus e iluminação precária nos bairros fazem parte da série de cobranças dos munícipes ao poder público.
“Nós estamos aqui esperando por ajuda para ver se tiram o carro dele do buraco”, disse uma moradora em áudio direcionado a um dos grupos de moradores. Em outro áudio, a mesma moradora afirma que “está difícil a situação no Guacuri.”
Em vídeo gravado e compartilhado nas redes sociais, que mostra o veículo atolado dentro de uma vala na Rua Xavantes, outra moradora disse que o pai dela enviou imagens para o atual prefeito, Rogério Cavalin (MDB), e que na rua em que ele mora o buraco foi fechado. Em resposta, outro morador, no mesmo vídeo, comentou: “Ele deve estar lá (no Centro), agora, vendo o Papai Noel. E aqui? E o coitado aqui?”
“Olha aqui, gente, nem iluminação tem nesse lugar”, disse uma mulher que filmou o veículo dentro da vala. Ela completou afirmando que “só sabe que tem esse buraco quem mora aqui; quem não mora acaba caindo no buraco.”
A equipe de reportagem do Olhar de Itupeva entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Itupeva e questionou as condições das vias não pavimentadas do Guacuri, a iluminação precária, a falta de obras para a criação de um sistema de vazão de água nas ruas e perguntou o que poderá ser feito no bairro a curto prazo, mas, até o fechamento deste texto, as questões não foram respondidas pelo poder público.
Redação 16 de Dezembro de 2024