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Irmã de mulher encontrada morta, com sinais de violência sexual, pede Justiça

Ela publicou uma carta aberta relatando a terra arrasada que se tornou a família após o assassinato de Rosimeire

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Irmã de mulher encontrada morta, com sinais de violência sexual, pede Justiça
Rosimeire Pereira Carvalho Foto: Reprodução das redes sociais

Irmã de mulher encontrada morta, com sinais de violência sexual, pede Justiça

O corpo encontrado na estrada do Quito Gordo, no Pinhal, em Cabreúva, na manhã deste domingo (20), abalou a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) e principalmente a família da vítima, Rosimeire Pereira Carvalho, de 39 anos. Nas redes sociais, Rozilda Carvalho, irmã de Rosimeire, publicou uma carta aberta em que pede por justiça.

“Neste fim de semana, minha família foi dilacerada por uma tragédia que nenhum de nós imaginamos viver”, foi a forma escolhida por Rozilda para abrir o texto sobre a irmã, que teve o corpo encontrado em uma via não pavimentada, com sinais de violência sexual e dois tiros, um na região do tórax e outro na cabeça.

Rozilda continua o texto afirmando que “minha irmã foi brutalmente assassinada. Dói escrever isso... Ela tinha apenas 39 anos. Era linda, alegre, com um sorriso que nenhuma foto jamais conseguirá traduzir. Amava música, e parecia viver em ritmo próprio, dançava, cantava, sonhava.”

Na carta, é revelado que Rosimeire era mãe de dois filhos que “agora crescem sem o seu abraço, sua voz, seu colo” e que era uma filha amada pelos pais, além de uma irmã amiga, confidente, sendo apontada como um espelho para Rozilda, que, por essa ligação que tinha com ela, cobra de forma bem clara no texto:

“Ainda não consigo acreditar que tiraram ela de nós, de maneira tão covarde e brutal. Queremos justiça. Queremos paz para ela e dignidade para sua memória.”

Rosimeire foi velada e sepultada na tarde desta segunda-feira (21), no Cemitério Municipal de Cabreúva. Ela morava na rua Madagascar, no Vilarejo, também em Cabreúva.

Até o momento, a investigação acredita que a vítima foi assassinada. Os investigadores acreditam que ela não foi morta na estrada do Quito Gordo, e sim que o local foi usado para desovar o corpo.

Abaixo, veja a carta na íntegra.

Carta Aberta: Pela Memória da Minha Irmã e Por Justiça!!!

Neste fim de semana, minha família foi dilacerada por uma tragédia que nenhum de nós jamais imaginou viver. Minha irmã foi brutalmente assassinada. Dói escrever isso. Dói respirar. Dói existir num mundo onde ela não está mais.

Ela tinha apenas 39 anos. Era linda, alegre, com um sorriso que nenhuma foto jamais conseguirá traduzir. Amava música e parecia viver em ritmo próprio, dançava, cantava, sonhava. Era mãe de dois filhos que agora crescem sem o seu abraço, sua voz, seu colo. Criava os filhos com coragem e uma força admirável, trabalhava, lutava todos os dias como tantas mulheres brasileiras: sem descanso, mas sempre com amor.

Ela também era filha. Deixou uma mãe que a amava imensamente e que está sofrendo de uma forma que palavras não alcançam. Nossa mãe nos criou com garra, com dignidade e muito amor. Ver sua dor hoje é ver o retrato mais cruel da injustiça que estamos vivendo.

Minha irmã era mais que minha irmã: era minha amiga, minha confidente, meu espelho. Ainda não consigo acreditar que tiraram ela de nós, de maneira tão covarde e brutal.

Queremos justiça. Queremos paz para ela e dignidade para sua memória.

Esta carta é um grito de dor, mas também um apelo. Que a vida da minha irmã não seja resumida ao ato horrível que a tirou de nós. Que sua história seja lembrada por sua luz, sua luta, sua alegria, sua coragem.

E que ninguém jamais esqueça: ela tinha nome, tinha sonhos, tinha filhos, tinha uma mãe que a amava, tinha irmãos que dariam tudo para protegê-la. Ela era amada.
E agora, por ela, nós vamos lutar.

Com dor, revolta, amor e saudade eterna,

Sua mana, como assim nos chamava!

Redação 22 de Julho de 2025