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Juiz manda soltar dentista acusado de estupro em Jundiaí

O magistrado rejeitou a denúncia com o pedido de manutenção da prisão feito pelo Ministério Público (MP)

Juiz manda soltar dentista acusado de estupro em Jundiaí
Henrique Tonelli Foto: Internet

Juiz manda soltar dentista acusado de estupro em Jundiaí

O dentista Henrique Tonelli foi solto após o juiz da 2ª Vara Criminal de Jundiaí, Clóvis Elais Thâme, determinar que o réu fosse solto. Ele é acusado de ter estuprado a paciente Virgínia do Nascimento Cruz, de 41 anos, moradora de Franco da Rocha, durante um procedimento cirúrgico para a extração do dente do siso.

O magistrado rejeitou a denúncia com o pedido de manutenção da prisão feito pelo Ministério Público (MP). O acusado nega a acusação, afirmando que são alucinações causadas pela medicação aplicada por ele para a realização da extração do dente do siso.

O que disse a vítima

Segundo entrevista dada por Virgínia ao programa policial “Alô Você”, da emissora SBT, ela disse ter ido ao local acompanhada do filho, de 10 anos, e de seu ex-companheiro, e que o profissional não teria deixado o pai do filho dela acompanhar o procedimento cirúrgico.

“Eu senti e vi, com os meus olhos semicerrados (pelo efeito da sedação), o toque dele no meu seio… ‘meu Deus! Está acontecendo, eu não estou alucinando’”, disse a vítima, que afirmou que, quando estava recobrando a consciência, sentia que Henrique passava papel na região dos seios, como se estivesse limpando algo.

“Sabe quando você está tendo um pesadelo, que você sabe que tem que acordar logo? Eu consegui abrir os olhos e olhei nos olhos dele e disse ‘o que você está fazendo comigo? Por que você está fazendo isso comigo?’”, afirmou Virgínia, que disse que a reação do acusado ao notar que ela estava consciente foi de se fazer de “desentendido” no começo e que, após ela o questionar novamente, ele teria dito que ela estava tendo alucinações.

“Ele chegou a subir as escadas (de dentro do consultório) e falar que, se eu quisesse, ele devolveria o meu dinheiro, e eu respondi ‘cala a boca, eu quero o meu filho e o pai dele’”, relatou a mulher, que ainda sob o efeito da sedação saiu do local cambaleando e se batendo em objetos.

Após encontrar o pai de seu filho na recepção, disse a ele o que havia ocorrido, e ele chamou a Polícia. Aos PMs, Henrique negou as acusações, mas os policiais notaram que a calça dele tinha manchas brancas.

Virgínia foi encaminhada ao hospital e notou, ao utilizar o banheiro, que estava com sangramento na região genital. Exames feitos pela equipe da perícia nas roupas da vítima apontaram a presença de sêmen nas vestimentas dela.

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Fonte Jornal da Região 

Redação 15 de Setembro de 2025