Jundiaiense morta pode ter sido vítima de estupro coletivo no litoral
A Polícia Civil investiga a possibilidade de a jundiaiense Sarah Picolotto dos Santos Greco, de 20 anos, ter sido vítima de estupro coletivo na cidade de Ubatuba, litoral paulista, antes de ser assassinada. O corpo da vítima foi encontrado nu em uma área de mata nesta sexta-feira (15).
Segundo o que foi relatado aos investigadores pelo amigo da vítima e pela mãe dele, dona do apartamento onde Sarah estava hospedada, ela saiu na noite do dia 9 deste mês, acompanhada de Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, que confessou às autoridades tê-la assassinado, e mais três homens.
A linha investigada pela Polícia é que a jovem teria sido obrigada a praticar sexo oral com quatro homens, entre eles Alessandro. Foram solicitados exames necroscópicos, toxicológicos e sexológicos. A prisão temporária de Alessandro foi decretada por 30 dias.
Segundo publicação feita pelo *Jornal da Região*, após audiência de custódia, Alessandro foi solto. A decisão teria contrariado o pedido do Ministério Público, que pedia a manutenção da prisão dele.
A versão de Alessandro
Após um colega dizer aos investigadores que “um amigo teria matado Sarah e desovado o corpo na mata” e tê-lo convencido a se apresentar às autoridades, Alessandro confessou o crime. Disse ter tido relações sexuais com a vítima, e que após o ato ela o teria desrespeitado. Segundo Alessandro, sob o efeito de álcool e drogas ilícitas, ele a teria enforcado.
Após o assassinato, ele teria pegado as roupas e o celular de Sarah e jogado em um rio. O corpo teria sido arrastado até uma área de mata e coberto com folhas e vegetação. O corpo da vítima foi encontrado nesta sexta-feira (15), próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro.
O desaparecimento
Morando com a mãe, Tânia Picolotto, na Vila Progresso, Sarah saiu de casa no dia 8 deste mês para passar o final de semana com um amigo que fez pela internet, na cidade de Ubatuba. A jovem manteve contato com a mãe até a noite do dia 9.
Tânia entrou em contato tanto com o amigo da filha quanto com a mãe dele. Ambos afirmaram que ela saiu na noite do dia 9, sem dizer onde ia e deixando seus pertences no apartamento.
No dia 10, Tânia registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da filha.
A Polícia Civil esteve no local no dia 12 e, após colher depoimentos, levou os pertences de Sarah, que, segundo a corporação, estavam intactos.
