Justiça decreta prisão de homem que confessou matar jundiaiense de 20 anos
Foi decretada nesta terça-feira (19) a prisão de Alessandro Neves dos Santos, de 24 anos, que confessou ter matado a jundiaiense Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, e ocultado o corpo da vítima em uma área de mata, próxima a uma cachoeira, no bairro Rio Escuro, em Ubatuba, no litoral norte paulista.
A reviravolta no caso aconteceu após o Ministério Público entrar com recurso contra a liberdade concedida pela 2ª Vara de Ubatuba, após a audiência de custódia, a Alessandro, no dia 15 deste mês. Até o momento, Alessandro não foi localizado pela Polícia.
O caso
O corpo de Sarah,
que morava na Vila Progresso, em Jundiaí, foi encontrado nu, próximo
a uma cachoeira no bairro Rio Escuro, nesta sexta-feira (15).
Segundo a investigação, Sarah teria saído do apartamento em que estava hospedada, de um amigo que conheceu pela internet, acompanhada de Alessandro e mais quatro homens.
A linha investigada pela Polícia é que a jovem teria sido vítima de estupro coletivo, sendo então obrigada a praticar sexo oral com cinco homens, entre eles Alessandro. Foram solicitados exames necroscópicos, toxicológicos e sexológicos.
A versão de Alessandro
Após um colega dizer aos investigadores que “um amigo teria matado Sarah e desovado o corpo na mata” e tê-lo convencido a se apresentar às autoridades, Alessandro confessou o crime. Ele relatou ter tido relações sexuais com a vítima e que, após o ato, ela o teria desrespeitado. Segundo Alessandro, sob o efeito de álcool e drogas, ele a teria enforcado.
Após o assassinato, afirmou que pegou as roupas e o celular de Sarah e os jogou em um rio. O corpo foi arrastado até uma área de mata e coberto com folhas e vegetação. A vítima foi localizada no dia 15, próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro.
O desaparecimento
Morando com a mãe, Tânia Picolotto, na Vila Progresso, Sarah saiu de casa no dia 8 para passar o final de semana em Ubatuba, na casa de um amigo que havia conhecido pela internet. Ela manteve contato com a mãe até a noite do dia 9.
No dia seguinte, Tânia registrou um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento da filha. A Polícia Civil esteve no apartamento no dia 12 e, após colher depoimentos, levou os pertences de Sarah, que estavam intactos no local.
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