Caso Sarah

Justiça explica decisão de soltar réu confesso do assassinato de Sarah

A Polícia Civil e o Ministério Público haviam solicitado a prisão

Justiça explica decisão de soltar réu confesso do assassinato de Sarah
Sarah Picolotto dos Santos Grego Foto: Arquivo pessoal

Justiça explica decisão de soltar réu confesso do assassinato de Sarah

O Jornal da Região publicou uma reportagem em que a 2ª Vara Criminal de Ubatuba explica o porquê negou o pedido de prisão temporária de Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, que confessou ter assassinado Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, em audiência de custódia.

Segundo a decisão, a postura colaborativa do investigado não representa risco imediato às diligências e há medidas cautelares que permitem a continuidade da investigação, como buscas e apreensões, levantamento de sigilo de dados e financeiro, além de interceptações telefônicas.

Ainda conforme a decisão, a prisão temporária é considerada uma medida excepcional, que só pode ser decretada quando estritamente indispensável ao andamento da investigação, conforme a Lei 7.960/89.

A Polícia Civil e o Ministério Público haviam solicitado a prisão, mas a Justiça entendeu que o andamento da apuração pode ocorrer sem a medida extrema.

O Tribunal de Justiça informou que a decisão “reconhece a gravidade dos fatos investigados”, mas considerou que, neste momento, outras providências são suficientes para a coleta de provas.

A Polícia Civil de Ubatuba segue investigando a participação de outras pessoas no crime ou que possam ter contribuído para o assassinato.

O caso
O corpo de Sarah, que morava na Vila Progresso, em Jundiaí, foi encontrado nu, próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro, nesta sexta-feira (15).

Segundo a investigação, Sarah teria saído do apartamento em que estava hospedada, de um amigo que conheceu pela internet, acompanhada de Alessandro e mais três homens.

A linha investigada pela Polícia é que a jovem teria sido vítima de estupro coletivo, sendo então obrigada a praticar sexo oral com quatro homens, entre eles Alessandro. Foram solicitados exames necroscópicos, toxicológicos e sexológicos.

A versão de Alessandro
Após um colega dizer aos investigadores que “um amigo teria matado Sarah e desovado o corpo na mata” e tê-lo convencido a se apresentar às autoridades, Alessandro confessou o crime. Ele relatou ter tido relações sexuais com a vítima e que, após o ato, ela o teria desrespeitado. Segundo Alessandro, sob o efeito de álcool e drogas, ele a teria enforcado.

Após o assassinato, afirmou que pegou as roupas e o celular de Sarah e os jogou em um rio. O corpo foi arrastado até uma área de mata e coberto com folhas e vegetação. A vítima foi localizada no dia 15, próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro.

O desaparecimento
Morando com a mãe, Tânia Picolotto, na Vila Progresso, Sarah saiu de casa no dia 8 para passar o final de semana em Ubatuba, na casa de um amigo que havia conhecido pela internet. Ela manteve contato com a mãe até a noite do dia 9.

No dia seguinte, Tânia registrou um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento da filha. A Polícia Civil esteve no apartamento no dia 12 e, após colher depoimentos, levou os pertences de Sarah, que estavam intactos no local.

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Redação 19 de Agosto de 2025