Ação contra Osaci prejudica tratamento de mais de 900 pacientes
A ação policial que resultou na destruição do cultivo de cannabis medicinal da Associação e Organização de Apoio à Cultura e Capoeira de Itupeva (Osaci) prejudicou o tratamento de mais de 900 pacientes que dependem dos medicamentos produzidos pela entidade.
A operação ocorreu em uma chácara da associação, em Itupeva, e acabou na prisão em flagrante de três integrantes, que depois foi convertida em preventiva.
Segundo a Osaci, a entidade possuía autorização judicial para o cultivo da Cannabis sativa destinada ao uso medicinal.
O trabalho atendia pacientes com diferentes condições, incluindo epilepsia, Alzheimer, autismo e dores crônicas, especialmente pessoas que não teriam condições financeiras de arcar com os custos dos tratamentos.
A ação começou em 25 de agosto, quando policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí foram até o local para averiguar uma denúncia anônima. Conforme relatos da associação, os agentes entraram na propriedade sem apresentar mandado judicial.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 500 pés de cannabis e cerca de 10 litros de extrato utilizado na produção do óleo medicinal.
No dia 28 de agosto, tratores foram utilizados para destruir o cultivo existente na chácara, interrompendo a produção destinada aos pacientes atendidos pela associação.
A defesa afirma que apresentou aos policiais o habeas corpus que autorizava o cultivo e questiona a legalidade da operação. A advogada Juliana Oliveira, que atua no caso, afirmou que o habeas corpus continua válido e que os advogados trabalham para reverter as prisões.
A Osaci repudiou a ação e afirmou que a operação ocorreu sem mandado judicial. A Federação das Associações de Cannabis Terapêutica também criticou a operação e destacou que o caso envolve direito à saúde, decisões judiciais e a regulamentação do uso medicinal da cannabis.
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Fonte Brasil de Fato
