Corpo de diarista desaparecida é encontrado em área de mata em Itupeva
Foi encontrado nesta terça-feira (23), por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, o corpo da diarista Maria das Graças Santos Ramos, de 64 anos, em uma área de mata em Itupeva. Ela morava e trabalhava em uma chácara, no Pinhal, na cidade de Cabreúva, e estava desaparecida desde o dia 14 de abril.
Rafael Berbel, caseiro da chácara onde ela trabalhava, foi preso nesta terça-feira (23) e confessou tê-la assassinado. Ele indicou ao delegado Roberto Souza Camargo Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, o local onde teria deixado o corpo da vítima.
Maria das Graças trabalhava há 15 anos nessa chácara. Ela estava desaparecida desde o dia 14 de abril. Dentro do quarto em que dormia, a equipe da Polícia Civil encontrou os documentos pessoais dela, cartões, além de dois facões, sendo que um estava escondido debaixo do colchão, uma enxada atrás da porta e as palavras “barbárie” e “cadáver” circuladas em um jogo de caça-palavras. Dos pertences de Maria, somente o aparelho celular não foi encontrado.
Segundo Rafael, ele agiu sozinho e o crime foi motivado por uma discussão relacionada ao trabalho.
O corpo de Maria das Graças foi encontrado em uma área de mata, na cidade de Itupeva, em estado avançado de decomposição. A Polícia já sabe como Rafael matou Maria das Graças, mas prefere aguardar a finalização dos exames periciais para informar a causa da morte.
Rafael foi encaminhado à DIG de Jundiaí, onde, após o registro da ocorrência, o delegado Roberto Souza Camargo Júnior deu voz de prisão, e ele foi encaminhado ao Centro de Triagem, na cidade de Campo Limpo Paulista, onde está à disposição da Justiça.
Desaparecimento
Maria das Graças Santos Ramos, de 64 anos, estava desaparecida desde o dia 14 de abril, e Rafael, que confessou o homicídio, foi o responsável por registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento.
Em depoimento às autoridades, ele disse ter visto a mulher por volta das 16h30, dentro do salão. Ele ainda relatou não ter escutado o barulho do portão nem saber se Maria das Graças foi a responsável por apagar as luzes da chácara, como era costume dela fazer.
Em entrevista ao programa policial Cidade Alerta, da Rede Record, uma vizinha, que não quis revelar a identidade, relatou que ela e o marido ouviram, na noite em que Maria das Graças desapareceu, por volta das 21h ou 22h, um grito de mulher e, após isso, o barulho de um carro passando.
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Fonte TH + Notícias e Jornal da Região
Redação 23 de Junho de 2026
