Laudo aponta que Maria das Graças foi morta enforcada
O laudo preliminar requisitado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí aponta que a diarista Maria das Graças Santos Ramos, de 64 anos, foi morta por enforcamento. O assassinato aconteceu no dia 14 de abril, mesmo dia do desaparecimento de Maria das Graças, na chácara em que ela morava, no bairro do Pinhal, na cidade de Cabreúva.
O responsável pelo assassinato, Rafael Berbel, caseiro da chácara onde ela trabalhava, que confessou às autoridades a autoria do crime e a ocultação do corpo de Maria das Graças, foi também o responsável por registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento da vítima.
A prisão dele foi convertida de temporária para preventiva durante audiência de custódia, a pedido do delegado Roberto Souza Camargo Junior, e ele deverá permanecer preso até o julgamento.
De acordo com o delegado, Maria das Graças foi enforcada e morta no próprio sítio onde trabalhava. Em seguida, o corpo foi transportado em um veículo até uma área de mata em Itupeva, onde foi abandonado.
A confissão do crime e a ocultação do cadáver
Após ser preso preventivamente, Rafael confessou o crime às autoridades e indicou aos policiais da DIG onde havia desovado o corpo de Maria das Graças. O corpo dela foi encontrado em estado avançado de decomposição em uma área de mata na cidade de Itupeva.
Segundo Rafael, ele agiu sozinho, e o crime foi motivado por uma discussão relacionada ao trabalho.
Maria das Graças trabalhava havia 15 anos nessa chácara. Ela estava desaparecida desde o dia 14 de abril. Dentro do quarto em que dormia, a equipe da Polícia Civil encontrou os documentos pessoais dela, cartões, além de dois facões, sendo que um estava escondido debaixo do colchão, uma enxada atrás da porta e as palavras “barbárie” e “cadáver” circuladas em um jogo de caça-palavras. Dos pertences de Maria, somente o aparelho celular não foi encontrado.
Vizinha fala de gritos na noite do crime
Em entrevista ao programa policial Cidade Alerta, da Rede Record, uma vizinha, que não quis revelar a identidade, relatou que ela e o marido ouviram, na noite em que Maria das Graças desapareceu, por volta das 21h ou 22h, um grito de mulher e, após isso, o barulho de um carro passando.
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Fonte: Jornal de Jundiaí.
Redação 25 de Junho de 2026
